27/06/2005

26/06/2005

sem palavras

"...quando não encontrámos as palavras, vamos à procura das imagens, de sons, de cheiros, de sabores, de texturas, de gestos, de muita outra coisa que os nossos sentidos nos dão, nos permitem saber coisas sobre as coisas... depois, queremos colocar em palavras escritas as coisas que as coisas nos "disseram" através dos nossos sensores físicos, mentais e quem sabe se não também espirituais... mas, nem sempre encontrámos as palavras certas... e ficámos, como se costuma dizer, de mãos a abanar, neste caso de dedos sem teclar... mas, a verdade é que estou a transmitir por palavras exactamente o que não consigo dizer, logo, estou a escrever e a colocar neste pedaço de espaço-tempo o que não sei descrever... faço-o sem saber como mas sinto prazer... o gosto de dizer que queria dizer e não sei como dizer o que quisera talvez escrever... fico, no mínimo, a saber que haveria sempre algo para ser dito mas que, não o tendo sido, o pedaço de espaço-tempo não ficou vazio; afinal de contas, algo foi escrito..."

25/06/2005

almoço de bloguistas


...foi olhando este casario do meu velho e amado Porto, à beira rio plantado que, hoje no Restaurante Tromba Rija no cais de Gaia, se realizou mais um almoço num encontro de amigos...

24/06/2005

Wird (destino)

...culturas...leituras...runas...existem 25...
...esta é a 25ª, a única Runa branca
...a que não possui nela qualquer figura...
...significa:
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"...que está em analogia com Oddin que é o pai e o deus dos deuses da mitologia germano-escandinava; esta Runa interpreta-se mais de um ponto de vista espiritual do que material. No entanto, concretamente, salienta a necessidade de aceitar o próprio destino, de abandonar-se ao mesmo, também de acreditar nele para poder exercer o seu livre arbítrio. Corresponde ao que todos os grandes místicos de todas as religiões do mundo designam como “renúncia”. Quando aparece num lance, dá o seguinte conselho: o de parar de querer intervir sistematicamente nos acontecimentos e nas circunstâncias na nossa vida; por outras palavras, recomenda que esperemos pelo melhor momento antes de agir e reagir oportunamente. Inquire também das grandes perguntas que todos fazemos: Quem sou?, Vou triunfar ou fracassar?, Que decisão devo tomar?, O que devo escolher?... Ela não responde a estas perguntas, mas incita-nos a reflectir mais serenamente, lembrando-nos que todas as respostas estão em nós..."

23/06/2005

22/06/2005

carpinus betulus

Dizem que todos os seres são "regidos" por uma árvore; a minha é a Carpa (carpinus betulus); e diz que sou assim:
"...o nativo da Carpa é encantador!... Adora agradar e está quase sempre dependente do seu aspecto e dos olhares dos outros. Sociável, até mesmo mundano, nunca recusa uma ocasião para se destacar... Porém tem muito apego à compostura. Imaginativo, de um espírito crítico agudo e um gosto pronunciado pela polémica. Não discuta com ele, já que, mesmo que esteja no seu direito e tenha razão, acabará com a sensação de não a ter. É realista, organizado e metódico! De natureza profundamente generosa e entregue, não hesitará em defender as causas dos outros, sobretudo se estas servirem a sua!... No amor, curiosamente, é muito distante e quase nunca exprime os seus sentimentos. Diz-se curiosamente e deve-se sublinhar já que precisa de exteriorizar as suas energias, que é sociável e que nunca recusa uma oportunidade para se destacar. Então porquê a reserva? Porque, para ele, o amor é um assunto sério e grave. A partir do momento que se sinta prestes a perder as suas armas, repõe-se imediatamente, tendo em conta os prós e os contras, para, finalmente, resignar-se a fazer o que lhe dita o dever; e o seu dever consiste em perder a razão para a dar a outrém!..."

20/06/2005

pedir

"...o mais difícil é permanecer e mudar ao mesmo tempo… ser e aceitar não ser… penso que sim… o mais difícil é mudar permanecendo o mesmo e aceitar ser aquilo que não se é… ou outra alusão idêntica… penso que cheguei a um ponto da minha vida em que tenho de deixar de ser aquilo que sou, mudando definitivamente... penso que cheguei a um ponto da minha vida em que tenho de pedir “coisas” à vida, não tendo o medo ancestral de obter um não como resposta... penso que cheguei a um ponto da minha vida em que tenho de ser e aceitar não ser, num permanecer mudando… espero conseguir..."

18/06/2005

palavra

"...era apenas uma palavra aquela que ouvi de tua boca; não tinha som, não tinha letras nem soava bem nem mal mas ouvir era bom... que estranha sensação se tem em ouvir o que não é dito nem houvera sido prescrito para ser ouvido como algo suave ou como um grito... era apenas uma palavra aquela que ouvi de tua boca; lenta, pausada, correndo forte contra a corrente; base de tudo, suporte de nada e ao mesmo tempo no topo do mundo e apontando o meu norte... era apenas uma palavra aquela que ouvi de tua boca; forte, doce, grave, lenta, poderosa, suave... não tinha letras nem formava sentido, apenas era e não tinha fugido... ficara... ali, no meu ouvido... guardei-a na alma e fechei-a no meu coração... era apenas uma palavra dita com emoção... era apenas uma palavra sem sabor mas soava a prece como uma oração... foi uma palavra só, perdida, dita de uma vez sem atropelos, nem pressas nem deglutida como palavra ouvida... era apenas uma palavra sentida... não tinha som, não tinha letras... era apenas razão!..."

16/06/2005

fica

"...queres partir, é?... não vás ainda... espera aí... ouve-me um pouco: A solidão é um estado de espírito e não um estado físico... nunca estamos sós: temo-nos a nós mesmos como companhia... nada mais fácil do que falarmos com o nosso próprio eu... experimenta apenas um pouco... verás o resultado... depois, o mundo não está no exterior... o mundo somos nós mesmos, nós "criámos" o Universo que quisermos... estar só pode ser o meu Universo preferido desde que essa seja a minha escolha... sair dele... como acto final... deixando-nos cair no chão do silêncio... não, não é opção... de que te vai servir se não saberás o porquê?... é preciso escolher a vida para passarmos a vida a fazer perguntas e esperar pelas respostas; não querendo esperar pelas respostas, então, vamos à procura delas...as respostas estão em nós mesmos... achas que sabes o que é a solidão?... achas?... estás convencido que estás só?... pensas que sabes tudo já sobre a solidão?... estás muito enganado... estive, estou e estarei sempre só mas apenas quando quero; e até sabe bem... mas, quando não quero, escolho não estar só... e parto... parto à procura de respostas... acredita que há sempre uma resposta... há sempre uma porta... há sempre uma janela... há sempre um sítio dentro de nós para abrir e sair para fora da solidão que criámos... nasce... sai do útero onde ainda te encontras... faz o "parto" de ti mesmo e ao saíres da "vagina" que te contém na solidão, grita, esperneia, vive, abre os olhos e sente a vida a pulsar dentro de ti e dentro dos outros... nascer é bom... viver é melhor... morrer?... ainda não... um dia morreremos porque essa é a resposta final, a última, a derradeira... porquê a apressar?... Deixa-a para último lugar... agora... é aqui... é aqui que deves estar... fica, fica mais um pouco... vais ver que não custa..."

14/06/2005

conceito

"...Amar ou não amar?... Sim e não... Tudo depende do conceito que fazemos do que é "amar"... Se entendermos que o amor, o verdadeiro amor (e aqui poderemos perguntar o que é um verdadeiro amor que não será a mesma coisa que um amor verdadeiro...) é amar sem posse, ou seja, amar pelo acto de amar e não pelo acto de querer ou possuir ou ainda querer possuir, ou seja, "eu amo simplesmente porque quero amar e desta forma me sinto realizado e feliz", nunca perderemos nada porque nada temos, nada possuímos... amámos apenas... se sentir posse do alvo amado eu posso-o perder porque o julgava meu... no momento em que decido amar por amar eu deixo de possuir, deixo de ter o que quer que seja, e, mesmo que "perca" eu não perco... apenas continuarei a amar mesmo que o alvo do meu incondicional amor já não exista ou já não esteja presente... Que forma mais sublime de amor não será aquela em que apenas desejamos que o outro seja feliz, mesmo que não connosco?... Se a pessoa que amo se sente feliz longe de mim, que acto mais sublime de amor não será continuar a amar essa pessoa? Não será amor verdadeiro aquele que apenas ama?... Mesmo no conceito de que somos um todo (conceito que partilho) amar será apenas um acto egoísta na medida em que me estou a amar a mim mesmo face ao entendimento de que não somos partes... Daí que amar deverá ser um acto individual e único, ou seja, não o entender como um acto de partilha (estilo, eu te amo se tu também me amares...) mas sim um acto de dádiva... Eu me dou a alguém incondicionalmente, eu amo alguém independentemente de esse alguém me amar em reciprocidade... Gostar de alguém será apenas e unicamente obter algo desse alguém, ou seja, eu "retiro" algo desse alguém, logo gosto "disso"... Amar é "dar" algo a alguém sem esperar nada em troca... Por isso, nunca perderei se nada tiver..."

13/06/2005

infinito



...homenagear 2 Homens (diferentes) que partiram hoje...
...um, que de palavras belas nos encheu como estas variadas cores...
...outro, que de integridade nos encheu o peito de vermelho puro...
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(images from www.galaxies)

12/06/2005

juntos

"...olho à minha volta e vejo um espaço todo branco (todo, é uma forma de expressão, claro...); paredes brancas, tecto branco... é um espaço (aquele a que chamo de meu canto...) com mais ou menos 7 por 4 metros; tem 4 secretárias brancas, sofás, cadeiras brancas, umas estantes e uns armários quase tudo branco, pastas de arquivo, telefones, livros, cds, papéis, um pc velho de 98 e este portátil onde escrevo e todo aquele material miúdo daquilo que, outrora, foi um escritório... quando teclo aqui e vos escrevo ou escrevo para minha pessoal satisfação, sinto-me rodeado de gente (para além dos já famosos pardais...) que sois todos vós, uns que conheço e portanto olho-vos na cara e outros que não conheço e imagino corpos e faces... por vezes, nos dias de sol o cão e o gato, ambos pretos, deambulam por estas bandas ainda que não goste que entrem aqui... mas no meio desta solidão há algo que me parece maravilhoso sentir... é a vossa presença!... como se isto não fosse este espaço que descrevi mas sim uma sala enorme onde estamos todos juntos a berrar uns com os outros, uns rindo-se, outros chorando, outros ainda brincando como crianças mimadas, outros fazendo disparates e escrevendo coisas feias nas paredes da sala, outros ainda chamando a atenção como educadoras de infância em colégios infantis... sinto tudo isso e de tudo me tento alhear enquanto escrevo... depois páro para ler o que escrevi e aí ouço os vossos comentários antecipadamente e penso, este vai responder assim, aquela vai responder assado, aqueloutro nada vai dizer, etc. etc.... esta sala branca está pejada de gente bonita... vós estais aqui comigo... obrigado!..."

10/06/2005

another day

"...olho para o exterior da minha vida e vejo o interior do nada que me cerca em pequenos pedaços de tudo... vejo frases subversivas tentando versejar nas letras que dançam à minha volta e não me permitem agrupá-las em grupos que façam sentido... encontram-se por todo o lado, à minha volta... olho para o dia que vai lá fora (porque dentro de mim, o dia não é o mesmo) e vejo o cinzento da luz dum arco-íris desbotado, esfarrapado, descolorido, desmantelado... vejo somente os sons que mudos me abanam o corpo num movimento quieto de sonolência, como se o sonho ainda aqui estivesse... mas não, o sonho já debandou, já partiu e apenas me deixou aqui, olhando o lugar que ele ocupou dentro de mim, a sonhar... foram estas as letras que eu consegui agrupar para fazer frases para aqui hoje colocar esta mensagem... tão lúcida de insatisfação, tão satisfeita de desnecessária, mas criada para todos por via do nada..."

08/06/2005

ausentes

"...não, não estavas lá quando mais precisei de ti... estavas ausente mesmo com a tua presença... ansiavas a libertação e para ela abriste os braços como último lampejo de solidão acompanhada... sim, mas apenas encontraste o nada... não, não estavas lá quando mais precisei de ti e o momento em que mais precisei de ti foi aquele em que já não te senti, aquele em que vi que já lá não estavas... foi apenas aí que reparei em ti quando já não estavas presente para te tocar... e a culpa não foi da tua fuga nem da minha quietude, a culpa foi da nossa cruel atitude em nos vermos sem nos olharmos, em nos sentirmos sem nos tocarmos em amar sem nos amarmos... por isso, quando mais precisei de ti tu não estavas lá, mesmo olhando para mim acenando um adeus desenhado no fim..."

07/06/2005

06/06/2005

hardcore

"...hoje não te toco; hoje não te beijo nem te abraço. Hoje estou quieto à tua disposição; apenas corpo solto sem amarras nem vontade. Hoje não te toco; hoje só tu tens esse poder, o de me fazer ficar quieto inteiramente entregue à tua fantasia, à tua gula de prazer. O duche quente provocou em mim uma modorra e uma vontade enorme de nada fazer, nem de me mover; de corpo nu e ainda húmido, deitei-me na cama de barriga para baixo com os braços ao longo do corpo e com a cabeça olhando para a esquerda. Fiquei assim largos momentos até te sentir entrar no quarto. Pelo espelho da cómoda via-te de corpo inteiro olhando para mim; sorrias e com muita lentidão começaste a tirar a toalha de banho que te cingia o corpo. Ficaste nua nessa tua pele de cor acetinada linda que tanto me fascina. Não vias que te via. Aproximaste-te da cama e de joelhos te posicionaste junto do meu corpo. Não me movi. Nada dissemos. Passaste tua perna esquerda por cima de mim e te sentaste sobre as minhas nádegas de tal forma que senti o teu sexo junto do meu rabo. Já não te conseguia ver pelo espelho. Somente te sentia, quente e fresca com algumas gotas de água morna caindo sobre as minhas costas. Tuas mãos pousaram sobre os meus ombros e teu tronco se aproximou das minhas costas de forma a sentir o pousar lento dos teus seios. Senti teus mamilos endurecerem lentamente pelo contacto e fricção que começaste a fazer; ao mesmo tempo, a tua língua tocava ao de leve a minha orelha esquerda provocando-me um arrepio de prazer. Ficaste assim longos momentos, usufruindo apenas o contacto do meu corpo inerte. Depois, senti tuas mãos mexerem-se por baixo do meu peito e apertarem forte os meus mamilos; desceram lenta mas inexoravelmente para baixo de encontro ao meu sexo; encontraste-o inteiro e duro e o acariciaste da forma que quiseste. Teus seios continuavam a roçar as minhas costas e a tua pélvis insinuava-se cada vez com mais força nas minhas nádegas. Levantaste-te o suficiente para que me fizesses voltar de barriga para cima; olhei-te e adorei teu corpo altivo sobre mim; na mesma posição em que estiveras, subias agora para que o teu sexo se sentasse literalmente na minha boca; não me movia mas não consegui resistir e a minha língua moveu-se dentro dele em movimentos doces; senti-me apenas a respirar pelo nariz em respiração compassada mas aumentando de intensidade por virtude do prazer que me invadia. Ainda sentada dessa forma conseguiste num movimento gracioso inverter a posição de forma que fizeste uma inversão perfeita; estavas agora com a tua vagina na minha boca e com a tua boca brincando com o meu sexo. Conseguimos estar dessa forma o tempo suficiente para enlouquecermos. Naquele quarto nada mais se ouvia do que o arfar compassado das nossas respirações. Comecei a sentir o agridoce gosto do teu mar escorrer pela minha garganta. Já não estava a conseguir aguentar muito mais tempo e parece que adivinhaste esse momento; viraste de novo a posição de forma a ficares virada para mim e sentada sobre a minha púbis introduziste o meu sexo na tua vagina; senti a profundidade da mesma ser invadida vezes sem conta em movimento rítmicos. A intensidade aumentava segundo a segundo e num momento mágico sentimos que aquele seria o momento da fusão. Foi aí que deixaste cair teu peito sobre o meu peito e abraçados então num abraço louco de amor profundo, senti teus lábios quentes junto dos meus e teu sexo vibrar em palpitações ao mesmo tempo que o meu orgasmo te invadia as entranhas. Um som rouco proveniente das nossas respirações confundiu-se com os gemidos de prazer que deixaste então sair da tua alma; aquele momento não tem comparação com qualquer outro momento; é um momento único.
Hoje não te toco; hoje não me movo. Hoje sou apenas corpo, loucamente louco..."

05/06/2005

04/06/2005

acordar

"...acordo e sinto o vazio ao meu lado... olho bem e vejo apenas um espaço por onde alongo os braços e as pernas... diviso um local que deveria estar preenchido para eu preencher e ser recebido... há apenas o olhar para as paredes que me cercam e a luz que entra pelas janelas do meu quarto... à noite, quando me deito, faço-o às escuras para não notar a falha mas já não o consigo evitar ao acordar... penso no tempo que passou para passar o tempo... penso no tempo que não passa para chegar outro tempo em que possa pensar que valeu a pena esperar tanto tempo... ser a folha num amar do vento... força tão estranha que acalento..."

02/06/2005

acontecer

"...nada acontece por mero acaso... o caos não existe (apesar de exitir ordem no caos)... há uma ordem, uma meta, o que lhe queiram chamar... tem de haver... não poderia ser de outra forma... não teria lógica ser de outra forma... não somos donos do que quer que seja, porque seríamos donos do nosso próprio caminho?... Ele é-nos ditado e nós, obedientes seres (átomos minúsculos de um Universo infinito e eterno - o que será ser infinito e eterno?...) criados ou incriados (porque raio de razão me devo eu preocupar com isso?...), nada mais fazemos do que seguir o instinto... aptidão total e absoluta do ser vivo: instinto de sobrevivência!... Vivemos para prosseguir o que já está em nós mesmos limitado: o tempo de viver!... O tempo de sermos... Então, permita-se que tudo o que acontece, aconteça!... Simplesmente, com vénia e aceitação... talvez, com amor e um pouco de paixão..."

01/06/2005

31/05/2005

Nuno

...Nuno, é o meu primogénito
...faz hoje 35 anos que me deu a alegria de passar ao estatuto de pai
...longa caminhada esta que nos levou por estradas tão diversas
...sendas percorridas com risos e lágrimas
...metas que não estão escolhidas mas que serão atingidas
...com esperança no peito e um sorriso na alma
...parabéns, meu filho
...um beijo grande

29/05/2005

hoje

"...hoje só quero um abraço... um terno beijo... um dizer, estou aqui... um sorriso espelhado bem fundo na alma ou mesmo do fundo do coração (não será a mesma coisa?)... hoje só quero um olhar... a palma da mão na palma da mão... um simples tocar... um roçar do dedo na face, num tactear furtivo ou mesmo desajeitado... um movimento leve dos lábios pronunciando a frase que ousas ouvir... hoje só quero algo tão simples como o simples desejo de ter-te aqui..."

28/05/2005

27/05/2005

poetas

"...Há poetas que têm asas... e poesia em cada voo. Há poetas que nos enchem a casa... e que reencontramos em cada dor. Há poetas que são fogo e água e sol e terra... e de todos os elementos plasmam novo ser. Há poetas... que são simplesmente poetas. Há poetas... que ainda nem sabem que o são. Há poetas... imensos!... Eu conheci um dia um desses poetas... e sei hoje que um poeta nunca morre. Faz-se em vida mesmo na morte, solta asas e leva-nos no vento... protege-nos e faz-se ao caminho connosco. Peregrina em nós... que com ele peregrinamos... Bebemos o sorriso dos poetas... vemos pelos seus olhos, e por detrás desses olhos, uma alma brilha e ilumina cada recanto escuro da nossa própria alma. É em dias de negro e frio que mais precisamos dos poetas... são fonte, força e semente... Um poeta nunca mente... "chega a fingir que é dor a dor que deveras sente"... é nosso espelho e nosso sonho... é madrugada e fim de tarde... lua nova e lua cheia... São perenes todos os poetas... renascem e renascem... mesmo sem nunca morrer. Nada destrói nem a voz nem o sentir dos poetas... Podem ser usados, abusados, enegrecidos e deturpados... simplesmente são. Podem ser retalhados, citados e aviltados... Podem ser usados como arma de arremesso... Podem ser teorizados e complicados... Podem ser mitificados e cristalizados... Podem até servir de pasto em fogueiras inquisitoriais... Não são bíblia nem credo... e não se deixam rezar. Não são ameaça apocalíptica. Não são propriedade de ninguém. Não são espada nem guilhotina. Não cabem na pena nem no ódio de quem deles se apropria. São só poetas... são simplesmente imensos... não cabem em nenhuma semana nem se deixam aprisionar por nenhuma alma negra. São asas... não são anjos. E se agora sei, como tão bem sei, que as palavras nos podem fazem voar, que às vezes nos levam para lá do mar, em asas de vento, de dor e de amor... (mesmo sabendo que em palavras e por palavras se invocam os anjos...) sei também, como sabemos todos, que não há palavras que cheguem para fazer um anjo..."
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(from Bea at 24.01.01 in Sapo)

25/05/2005

irrealidade real

"...o dia passa envolto em realidades; as coisas cercam-me e absorvem-me ou eu mesmo as absorvo; tomo-as como minhas ou elas mesmo me tomam como delas... surgimos frente a frente e iludimo-nos mutuamente; porque eu sou apenas mais uma das muitas realidades que a realidade me presenteia... não existem personagens, só coisas reais, protagonistas que vivem o ser algo num determinado momento... por isso, deixo passar o dia; pretendo que a noite chegue rápida e segura... a única oportunidade de poder criar as minhas personagens; a única vez em que o real deixa de existir e o sonho comanda o que sou e quem sou... o sono não demora a chegar e com ele a minha paixão se satisfaz: criar!... Então, todo eu deixo de ser o que sou e como sou e passo a ser o que não sou... as minhas personagens vivem outras vidas e no sonho me realizo porque a realidade do real não mo permite... deixo-me absorver na totalidade por todas as personagens que consigo criar e deixo de ser tudo o que sou; passo a ser o que não sou, talvez quem sabe o que sempre desejaria poder ser... bendito sono que me torna, na verdade, o que desejo ser... mesmo que isso seja apenas o pedaço de um sonho!..."

23/05/2005

claro que há

"...Procuro todas as razões possíveis e imaginárias para que, pelo menos uma, justifique o que acontece. Não encontro. Desesperadamente procuro uma razão até que chego à conclusão de que não é preciso razão. As coisas acontecem pelo simples facto de que têm de acontecer. Busca-se uma vida inteira pela razão que justifique determinado acto e ficámos apáticos quando não a vemos. Mas será que é preciso uma razão? Mas então, se não houver razão para que algo determine um acontecimento, por que se verifica esse facto? Vivemos no caos? O caos não precede ou procede com uma ordem ainda que sem ordem mas com uma necessidade de motivar novo facto? Tenho lutado este tempo todo comigo mesmo no sentido de tentar perceber. Não consigo. E isso me dana. Me dana o facto de não ser capaz, o facto de não conseguir, o facto de assumir a nulidade de tudo o que acontece. Não encontrando razão para o motivo dum fim, que razão determina um princípio? E, por que razão dura um certo espaço-tempo? Ou não há razão para nada? Será que somos apenas marionetas? Será que nem nos afectos somos os gestores dos mesmos? Será que não há razão para amar?..."

21/05/2005

desejo

"...desespero na minha esperança de te ver doce e acre no meu ser... desespero na minha esperança de te ter bela e pura no meu coração... de luzes brilhando na minha escuridão, de perfumes banhada no meu mar, de anseios tantos que já não sei contar... como te espero tanto! Porque não vens? Porque não apareces na minha visão de luzes brilhando num manto de solidão. Porque não apareces na minha mente sedenta e nua do teu ventre como mãe surgida do nada do meu querer... porque não apareces na névoa quente do dia que passou ou do dia que virá? Porquê ? Desespero na minha esperança de te ver doce e acre no meu viver. Vem até mim Ninfa, Sereia... Todo eu, manto de plena areia, pronto a receber a alva espuma do teu espraiar... vem até mim Ninfa, Sereia de todo o meu mar!... Como te espero, como te quero... Vem..."

20/05/2005

azul


...hoje apeteceu-me postar um azul sobre o meu azul para lembrar o nosso azul de ontem...

19/05/2005

tudo

"...hoje não me apetece dizer-vos o que quer que seja... apetece-me apenas recordar o dia que passou rápido por mim... apetece-me recordar os momentos agradáveis... e somente isso, nada mais... nada mais vos dizer do que apenas o que acaba de ser dito, assim directo, simples mas tão cheio de tudo o que desejei..."

18/05/2005

17/05/2005

silêncio

"...O silêncio está em vias de extinção... Parece ser um mundo perdido, exilado, depurado da sua sensualidade.. Por isso ainda vai havendo gente (afortunada?) que se refugia no resto que ainda resta do silêncio, reconstrói uma casa abandonada num sítio onde uma"civilização", ainda incipiente... espreita. Um sítio ainda sem caos, sem o fulgor dos hipermercados, sem as notícias a correr. E transforma uma eira abandonada num jardim de rosmaninhos e flores de alfazema. Um sítio que pode ser aqui, nesta cidade, num recanto qualquer... Reconstruir o silêncio, num vaso à janela, num passeio á beira rio, numa história que se conta... no prazer duma noite reencontrada... Vamos dar força ao silêncio? Como se ele nos levasse ao encontro de nós? O silêncio... que nos permita sentir, sentir, pensar, meditar... O silêncio... que nos permita contemplar, com surpresa e júbilo... O silêncio... que nos faça sentir a presença de alguém... O silêncio... que nos transforme os gestos... O silencio que nos murmure... O silêncio... que nos permita falar sem falar... O silêncio... que nos dê a presença de alguém, algures ao longe... O silêncio... do nosso encantamento. Precisamos de nos encantar... Projectar em nós, por entre cinzas e lágrimas, a forma mágica de ousar sentir, de ousar ser, sem limites... sendo apenas nós, mesmo em tardes de sol quando se está triste e o limite parece aquém do horizonte. Precisamos de sermos imaginados, com encantamento, por alguém... Alguém que nos aconchegue ao mundo, discretamente, e que entre o burburinho dos gestos vazios, nos escute... e seja o fulgor magnífico do nosso próprio silêncio... Alguém... Nós, tu. Somente alguém. Talvez apenas esse silêncio.
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(texto de autoria devidamente identificada)

16/05/2005

colorida


...não sou vegetariano, mas gostei tanto da cor que me atirei a ela; à salada, claro...

15/05/2005

relaxando


...ouvindo o som do silêncio de mansas águas...
...neste Domingo, ao fundo, a Barra de Aveiro...

14/05/2005

o "Almirante"


...chamavam-lhe "O Almirante" pelo seu porte altivo, pela sua nobreza, pelo seu carácter, pela sua soberba figura de gigante; nos seus 2,10 m. de estatura; assim era o pai do meu pai; ainda me lembro dele e da sua voz grave; ainda me lembro da sua agonia no leito onde suspirou pela última vez; foi há mais de 55 anos; hoje lembrei-me dele apesar de todos os dias passar pela parede onde ele se encontra emoldurado nesta foto; diziam que ele era especial; diziam que o meu pai, já casado, ainda levou uma estalada dele; era apenas um simples funcionário alfandegário, no entanto, tratavam-no por "Almirante"!...

13/05/2005

antítese

"...Porque te sentas de pernas cruzadas sobre a nudez do teu silêncio? Para te ouvires desejando não ouvir o que não és capaz de pensar? Porque te sentas de costas voltadas à treva se da treva vem a luz que te cega? Para não olhares, para não veres o que sempre desejaste ver? Porque me dizes que sim quando do teu peito sai um gritante não? Para não teres de balbuciar um talvez? Porque pensas que pensas o que não pensas? Para pensares no que eu penso que tu pensas? Não, o melhor é mesmo não pensares. Porque sentes que a vida te foge por entre os dedos se as tuas mãos estão presas e cheias de dúvidas? Porque desejas libertação se o que intimamente queres é estar quieto na bonomia do turbilhão? Porque calas o teu grito se do fundo da tua mansarda revelas a negrura da alma que te compõe o sentir? Porque não mentes se é tão doce mentir? Porque não calcas a doçura do mel? Porque não espezinhas a palavra calada? Porque não escreves o nada que temos para dizer? Que te disse eu que tu já não soubesses? Aprendeste algo mais para além daquilo que já não sabias? Que sabes tu da ignorância que te cerca se a certeza de saber é apenas uma incógnita que nos abala a consciência de nada sabermos, ou apenas de sabermos que nada sabemos? Para que viemos aqui? Para que é que estamos aqui? Para dizermos tudo quando apenas dizemos nada?..."

11/05/2005

testemunho de amor e dor

...apenas porque conheço a autora deste texto; apenas porque conheço a sua dor; apenas porque sei quão grande mulher e mãe ela é; apenas em homenagem viva num grito de admiração, eu atrevo-me a copiar para esta minha humilde casa, o seu grito de amor/dor...
...um abraço enorme minha amiga e aceita este meu acto como oferta da paz que precisas...
...perdoa-me por este abuso:
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"…vou falar de AMOR. Há muito que não o faço… Faz agora um ano. As saudades do cheiro e de te ouvir aumentam. Continuo a acordar de noite e pensar que ainda te posso olhar nos olhos e dizer que te amo e saber que acalmas até para poderes respirar melhor. Reconheceres a minha voz, o meu cheiro, o meu toque e acabares por adormecer no meu colo. Continuo a sonhar…Acordar na realidade no meio disto dói e fico vazia, tu não estás cá, não estás mais cá. Há quem escreva uma música “Tears in Heaven” de Eric Clapton, há quem escreva um livro “Paula” de Isabelle Allende, eu grito por dentro, eu choro para mim, por ti, pelo meu egoísmo, porque sei que estás em paz, que finalmente dormes um sono verdadeiramente descansado. Todos me dizem: “Vai lá, vai vê-lo…” VER o quê? Pergunto!!! Uma pedra em que gravaram parvoíces, hipocrisias! Não consigo… Tu estás ali, mas não estás, não és tu! Fico zangada quando vou, zangada por ler, zangada porque até isso me conseguiram roubar, tiraram-me a última palavra. Bem sei que tu estás sempre comigo, continuas a ser a minha dor, apesar de saber que não haverias de gostar de me ver triste todos os dias. A tua irmã continua a ser o meu Sol, mas é por ti que continua a doer-me o coração, é em ti que penso desde o nascer do sol até ao pôr-do-sol. Desculpa, não consigo deixar-te ir, marcaste bem a tua passagem. Nasceste no dia de anos de teu pai e eu enterrei-te no dia dos meus… Só isto diz tudo… Este ano dei-te os parabéns, comprei-te uma prenda que nunca vais desembrulhar. Hoje deixo-te estas palavras aqui, porquê? Porque no sítio onde estás não é onde deverias de estar, porque fecho os olhos e vejo-te a seres levado para longe, estás frio e sempre quente dentro de mim. É contraditório eu sei. Deixo-te estas palavras aqui porque não vou escrever um livro, nem compor uma música. Porque quis gritar bem alto a minha dor, porque eu amo-te muito meu filho!..."
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(from: wingsofdesire in A&C Fóruns do Sapo)

09/05/2005

poema

"...eu hoje queria compor um poema para ti... queria dedicar-te, amor, a mais bela poesia que exprimisse a nostalgia das horas longe de ti... queria dizer-te quão triste é o ciúme que persiste e em minh` alma penetra!... oh... se eu fosse poeta!... quereria cantar o suavíssimo calor do teu olhar, e depois... depois rimar o nosso amor!... se eu fosse poeta, em estrofes dir-te-ia que és o sonho, és a magia que meu coração desperta... e cantaria no final um grande amor sem igual que em sonhos flutua!... e, com ternura e com paixão dar-te-ia meu coração, amando-te com todo o ardor, pois tu és tu, minha e meu amor!..."

07/05/2005

transmitir

“…não sei se alguma vez te disse o que sinto quando penso em ti… também não sei como descrever, como dizer?... é algo que, se calhar, não pode ser descrito; é só sentir, está dito!... Porém, também não sei se alguma vez te conseguirei dizer o que sinto quando penso em ti… às tantas, de tanto sentir, ficarei incapaz de o dizer, porque sentir é algo apenas e muito de cada um de nós… como é que será possível transmitir o que estamos a sentir dentro de nós?... Como fazer o outro “viver” a nossa forma de sentir?... Não sei, acho que não conseguirei nunca dizer o que sinto quando penso em ti, mas se calhar, é quanto baste, dizer apenas que sinto e ficares a saber que sim, que sinto algo que não consigo descrever quando penso em ti… por isso, olha, no mínimo tenta sentir que há algo que eu sinto e, se sentires é porque eu te consegui transmitir… e isso será muito bom…”

06/05/2005

05/05/2005

saldo

"...nunca estranho o sabor de uma derrota
...apenas pelo facto de já a ter combatido;
...não estranho, pela razão de que ele de mim brota
...em pequenos traços de um pincel combalido
...de pêlos de crina de algum cavalo um dia alado
...ou mesmo daqueles que cavalgam na vinda e na ida...
...é o sabor da derrota que me dá o gosto da vitória
...quando a alcanço no dia a dia em que debito a memória
...e na minha alma credito o saldo da minha vida..."

03/05/2005

acordei 3 (última carta)

“…já é habitual eu acordar a meio da noite; é sempre naqueles intervalos entre o efeito das drogas que me dão; aproveitei sempre esses momentos para te escrever, meu amor; porém, estou convencida que esta será a minha última carta e, sinceramente, não sei o que te quero dizer… meu amado, meu bem, meu doce, meu tudo, meu ser, minha alma, minha única razão de existir: não sei sequer se irás ler estas minhas palavras; como é hábito e tu sabes, devem ser 4 da manhã; está na hora de mais uma dose e a enfermeira deve estar a chegar; restam-me poucos minutos e estas serão as últimas que vou poder te escrever; as outras cartas que te enviei, onde recordava tudo o que de belo e bom tivemos durante os tempos em que estivemos juntos, também não sei se foram parar às tuas doces mãos, (tão doces de todas as carícias que me levaram ao êxtase e ao delírio, tão suaves que eram, meu amor, tão doces que as sentia em mim como se minhas fossem, como se me pertencessem desde sempre); não sei se te disseram como estou, não sei se sabes no que me tornei… mas, há cerca de meia dúzia de dias (como se contam os dias aqui?... não me perguntes porque não te sei responder…) ouvi-os dizer que já não havia nada a fazer e que a única forma era o isolamento total e final… vão, pois, privar-me da única coisa que tinha vinda do exterior: a luz da lua nas noites frias porque sem ti e da luz do sol gelado porque não a teu lado; tiram-me também o bater das gotas da chuva que me faziam contar os segundos em que olhava o tecto e recordava tudo o que fomos… vão, portanto, enviar-me para longe de mim mesma, encharcar-me de drogas e mais drogas para que eu não possa reagir e gritar como tenho gritado estes últimos anos; gritado por ti, meu amor, gritado pela tua ausência, pelo amor que tivemos, por tudo de bom que passámos, por tudo o que está gravado na minha alma, na minha pele, no meu ser, na minha totalidade… como dizer-lhes que não estou louca, como dizer-lhes que o que sou é apenas o resultado do que fomos; como dizer-lhes que nada tenho porque apenas e só tu me faltas e que nada mais desejo que não seja o que um dia fomos… queria, antes de ir, antes (eu sei) de morrer de falta de ti, olhar-te apenas mais uma vez; fixar teus olhos e sorrir no teu sorriso; tocar teus lábios e tornar-me num beijo; sentir tuas mãos nos meus seios e ser eu mesma esse toque; sentir teu sexo me penetrar e ser eu mesma a penetração… meu amor, apenas uma última vez e eu ficaria curada… mas tenho consciência (sabes aquela consciência que nos resta no intervalo curto entre as injecções) de que tal não vai acontecer e sei que o meu túmulo estará naquelas 4 paredes sem grades porque sem janelas; já tinha ouvido falar delas quando cá entrei… ouço passos; deve ser a enfermeira do turno da noite; deve ser a próxima toma de mais um calmante… o habitual, a norma, o gesto, o ritual, a morte em ensaio… sei que já não vou ter mais tempo; o tempo terminou… vou levar comigo todas as recordações que me restam porque nada mais tenho nem nada mais quero: quero apenas que não me tirem a recordação do som do teu riso, o sabor do teu toque, o brilho do teu olhar… isso eles não me conseguem tirar… é isso o que vou levar comigo… quando partir para sempre deste corpo físico que já nada sente, irás dentro da minha alma e serei sempre feliz para onde quer que eu vá, tu estarás lá… eu sei, meu amor, eu sei… me despeço para todo o sempre… deixo-te a minha paz, a paz que obtive na loucura do nosso amor, a paz que me toca ao de leve enquanto sonho contigo… nada mais resta… perdoa-me por te ter amado tanto; perdoa-me por não conseguir deixar de te amar; perdoa-me por te levar comigo no meu coração… adeus, meu amor
…a tua Maria

01/05/2005

destino

"...Ontem, inesperadamente, rompeste a chorar... De há dias para cá, que a melancolia te anda a torturar sem verdadeiro motivo, ou talvez mesmo conhecendo tu a razão... E´ talvez a tua verdade a tomar consciência do teu destino... Uma infinidade de pequenas coisas obscuras contribuíram para formar essa angústia que te oprime e te faz sofrer... E o coração, em tumulto, quisera gritar o desespero que os lábios não sabem exprimir... Pois bem, o teu pranto é semelhante à chuva de Abril que torna mais verdejante o jardim... Talvez, pelo contrário, não consigas chorar, e semelhante angústia sacode-te com violência e abala-te o coração, a ponto de desejares morrer... Somente os olhos reflectem a tempestade interior e buscam em vão um pouco de azul... E tens a sensação de que, se pudesses chorar, te sentirias liberta... Mas não és capaz, e nem sequer podes falar... Sim, a tua angústia é semelhante a um céu fechado, que um dia se abrirá para fazer triunfar o sol... Porventura a tristeza que sentes é já um presságio... Talvez uma oferta inconsciente de amor para com tudo e para com todos... Talvez e apenas o teu simples destino de mulher..."

30/04/2005

Beltane


...logo à noite, em meia lua, o fogo me rodeará e me irá levar para as legendárias paragens onde o amor que fecunda a terra, torna real a lenda que tanto encanta...
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(photo from druidry.org)

29/04/2005

abraço

“…queria expor a totalidade do meu ser no teu corpo; deitar-me nele e descansar… esperar a manhã seguinte sem alterar a forma de sentir… vibrar apenas com o facto de me saber em ti pousado ao de leve, de mansinho, como se lá não estivesse… delirar com os teus movimentos e sentir o meu corpo mover-se ao som dos teus… olhar-te os seios e sorrir nos teus mamilos… ver teu ventre quieto, dolente, ali à minha frente… tua sedosa pele em cheiros de jasmim ou de rosa pétala… deixar-me levar pelo teu sonho e pelo teu respirar… ondular… marear… vogar… fluir, ser e estar… e quando do sono o teu ser acordar eu olhar teus olhos matinais e neles me afogar… suster a respiração e desfalecer nos teus braços…”

28/04/2005

27/04/2005

subscritas

"...Gosto de ti não só por causa de quem és, mas também por causa de quem sou quando estou contigo... Nenhum homem e nenhuma mulher é digno/a das tuas lágrimas, e aquele ou
aquela que o é, não te fará chorar... Apenas porque alguém não te ama da maneira que gostarias, isso não significa que ele ou ela não te ame com tudo o que têm... Um/a verdadeiro/a amigo/a é aquele/a que procura segurar a tua mão quando cais e te toca no coração... A pior maneira de sentir a falta de alguém é estar sentada exactamente a seu lado sabendo que não a podemos ter... Nunca franzas o sobrolho, mesmo quando estiveres triste, porque nunca sabes quem se pode estar a apaixonar pelo teu sorriso... Para o mundo todo podes ser apenas uma pessoa, mas para uma pessoa podes ser o mundo todo... Não gastes o teu tempo num homem ou numa mulher que não esteja disposta a gastar o seu tempo contigo... Talvez Deus queira que nós encontremos algumas pessoas erradas antes de encontrar a certa, para que quando encontremos a certa saibamos ser gratos... Não chores porque acabou, sorri porque aconteceu... Sempre haverá pessoas que te magoem, por isso o que tens de fazer é continuar a confiar e ser apenas mais cuidadoso acerca de quem confias para a próxima... Faz de ti uma pessoa melhor e procura conhecer-te antes de procurares conhecer outra pessoa e esperares que ela saiba quem tu és... Não tentes tanto, as melhores coisas acontecem quando não estás à espera delas... Lembra-te que tudo o que acontece, acontece por uma razão... Descobre-a..."
(lido algures por aí)

25/04/2005

touch

"...Queria dizer-te tanta coisa. Que o tempo era pouco. Que me sentia feliz ao teu lado. Que queria que o relógio parasse. Que contei as horas até ao nosso encontro. Que disfarcei a ansiedade numa falsa desenvoltura. Num riso confiante. E fui-te escutando. Com atenção. Com interesse. Com curiosidade. Senti-te mais perto. Senti-me tua. Queria tocar-te. Mais do que toquei. Muito mais. E senti que tu também querias. As nossas mãos procuravam-se em gestos aparentemente casuais. Distraídos. Até que não resistimos. Alheios ao que nos rodeava, abraçámo-nos. Naturalmente. Puxaste-me para o calor do teu peito. E, com uma ternura imensa, beijaste-me os lábios, ao de leve. Foi um gesto breve, furtivo, mas que resumiu, na sua intensidade, todas as emoções, contidas, que sentíramos até então. Estou a escrever o que sinto agora. Já com o distanciamento de tempo e local. Não sei o que fazer a estas palavras que acabo de escrever. O que quer que lhes faça, uma certeza tenho: a nossa história pode nunca ser escrita mas o que vivi naquela tarde jamais esquecerei..."

23/04/2005

forma

- Como se ama?... perguntou-me ele com aquele olhar tímido
- É simples; primeiro é preciso querer amar; depois, ama-se, respondi-lhe
- Como assim?... notei-lhe incredulidade no olhar
- Só se ama quando queremos isso; nunca conseguiremos amar se não o quisermos; por muito que se teime em fazer uma dada tarefa, se não acreditarmos no que estamos a fazer e se não a quisermos fazer, a tarefa jamais termina, ou se termina, não sairá perfeita. Com o "amar" é a mesma coisa: temos que querer amar e então, sabendo que queremos "isso", é fácil amar
- Fácil?... interrogou
- Sim, fácil porque estarás a fazer algo que queres; se não quiseres amar não o vais conseguir
- Pois... olhou para o chão e perguntou novamente: - Disseste que primeiro era preciso querer; isso quer dizer que há mais alguma condição?
- Claro, respondi-lhe com um sorriso; segundo, é preciso crer!...
- Como assim?
- Tal como disse: querer amar e crer nessa forma de amar
- Bolas!... Assim é muito dificil...
- Claro que é!... Quem te disse que amar era fácil?
...olhou para mim, sorriu e correu escadas abaixo... espreitei pela janela; no pátio, a Teresinha (a amiguinha dele) esperava-o com um brilho no olhar! ...Limitei-me a sorrir!...

22/04/2005

21/04/2005

sorriso

"...ainda cheguei a tempo de postar... estava a ver que não conseguia... mas agora, a esta hora (não é meu costume) o que é que vou escrever?... que dizer-vos?... bem, foi um dia muito bonito para mim, foi um dia para eu sorrir... sei lá que dizer mais!?... olhem: hoje, fui feliz!..."

20/04/2005

19/04/2005

saber

"...em Dezembro vou fazer 60... o meu filho mais velho vai fazer 35 em Maio... já vivi bastante (apesar de ainda querer viver muito mais) e sempre que passa um novo dia, entendo que acabo de "encher" o meu saco da sabedoria... "saco" esse que não sabia existir nos meus 2o`s e 30`s anos... nessa altura nada tinha valor para mim a não ser aquilo que eu "era" naquele momento... a idade dos velhotes ainda estava longe de ser atingida... mas que mania os meus velhotes tinham de saberem tudo?!... até que... de repente... olhei para mim e disse: (Pôrra, man... já tens 50"... foi a partir daí que comecei a aprender a saber viver... foi a partir daí que comecei a entender o que é viver... foi a partir daí que comecei a entender o que é a vida e como é que ela deve ser vivida... estar aqui, neste momento, aqui e agora, olhando para mim, a caminho dos 60 e pensar: éh pá, como foi que tão rapidamente aqui chegaste, sem dar por isso; como o tempo passou tão depressa; o que foi que fizeste nesse tempo todo que nem deste conta que ele passava por ti?)
...considero-me ser "dono" dum "saber", duma "sabedoria" que não aceito que os "novos" a tenham... considero-me ser "dono" de algo que os novos irão ter quando "lá" chegarem... (eu pensei da mesma forma que eles agora ainda pensam)... o conhecimento não é saber... a sabedoria é a acumulação de saberes e de sabores... a sabedoria é o tempo acumulado no nosso corpo e na nossa alma... a sabedoria nada mais é do que o hoje que já não é ontem e que não sabemos se será amanhã... a sabedoria é o estar aqui e saber olhar para trás com um sorriso e rir um pouco da inocência de tão inocentes que nós éramos... e não precisei nunca de ser o que não quis ser; apenas cresci e fui aprendendo e apreendendo... não me interessou nunca mas mesmo nunca saber qual o caminho; apenas tentei (e ainda tento) tão somente caminhar... a todos vós, jovens que vos julgais possuidores de uma verdade: não a nego: sois donos da vossa verdade; não abdiqueis nunca dela; mas, por favor, dai-lhe o espaço necessário à introdução de novos saberes; eles irão cimentar a vossa sabedoria "final"..."

18/04/2005

17/04/2005

fusão

"...por muito que sintas que nada faz sentido; por muito que julgues que já nada vale a pena; por muito que penses que tudo é em vão... lembra-te: no mínimo, estás a sentir, a julgar e a pensar. No mínimo estás aí, no teu posto, na tua guarita, na tua torre, no teu próprio altar... qualquer que ele seja, ele é apenas teu e de mais ninguém... olha por ele, olha para ele e funde-te nele; torna-te parte do teu problema, torna-te parte da tua angústia, torna-te parte da tua perda e, com isso, ganha o saber de haveres conquistado essa meta..."

15/04/2005

ilusão

"...naquele dia tudo me parecia especial; estava tudo calmo e o sol banhava a lisura da aragem que se sentia leve na face... perguntei-me porquê?... porque razão tudo estava tão bem quando eu sabia perfeitamente que não; dentro de mim, uma luta tremenda de afirmativa força e de pesado esforço; sentia-me esmorecer e, no entanto, tudo me parecia estar bem... olhei bem à minha volta e não havia dúvida: estava um dia lindo. Porém, a noite batia no meu peito e a dor perfurava a minha alma. De que me adiantava aquela ilusória calma?... Senti as lágrimas na minha face e os lábios começaram a tremer; de repente, sem explicação, um choro convulso me fez estremecer o corpo como num delírio febril... Então, de repente, como que por encanto, um vento forte, frio e de norte, abanou o meu corpo e os olhos secaram naquela nova aragem; olhei o céu que se começou a toldar de cinzento escuro e repentinamente umas pingas grossas bateram na minha cara... o choro convulso parou... para que me entristecer se o céu começara a chorar na minha vez?... Dei por mim a correr para dentro do carro e a sair da plataforma do penhasco que estivera á minha frente... a ilusão de que ali resolveria o meu problema, desvaneceu-se... fugi dali tão somente para a vida..."

14/04/2005

13/04/2005

elo literário


O testemunho foi-me passado pela Mitsou do (http://tijolices.blogspot.com) e pela Cris do (http://osorrisodalua.blogspot.com) a quem agradeço imenso.
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Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
O próprio "Fahrenheit 451" que não ardeu.
Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por um personagem de ficção?
Não, eu já sou apanhado de todo.
Qual foi o último livro que compraste?
“Eragon” de Christopher Paolini.
Que livros estás a ler?
“Eragon”
Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
“Manual de sobrevivência”
“As plantas comestíveis”
"Aprenda a pescar"
"Aprenda a caçar"
"Aprenda a cozinhar sem cozinha"
(...sou muito prático, não sou?...)
A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê?
100nada (http://100nada.weblog.com.pt/) Por ser o primeiro link da minha lista de links
123de4 (http://123de4.blogs.sapo.pt/) Por ser o segundo link da minha lista de links
4R (http://quartarepublica.blogspot.com/) Por ser o terceiro link da minha lista de links
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(é uma razão como outra qualquer, não?...)
(desculpem ter levado isto a brincar mas preciso de passar a vida a sorrir)

11/04/2005

escrevendo

"...neste momento são cerca de 11,30 da manhã desta segunda feira... por volta das 10 iniciei a minha habitual marcha pedestre; a necessidade de fazer circular mais activamente o sangue pelas veias e artérias deste corpo (ainda jovem, diga-se de passagem, mas com as marcas derivadas de uma vida sendentária de escritórios e ao volante de carros... 2 milhões de quilómetros percorridos ao volante dão uma idéia do tempo que passei em posição errada...), fazem com que cardio-vasculares-entendidos opinem nesse sentido... por isso o meu caminhar físico é nesse sentido e não o faço como gostaria de fazer que seria à beira mar, descalço, com os pés metidos água adentro e forçar a marcha ao longo da costa soprada pelo habitual vento norte de que tanto gosto sentir na face... porém, caminho mais no sentido metafórico, na contínua demanda de uma resposta que não encontro; claro que sim, claro que já encontrei muitas resposta mas há sempre uma outra e depois mais outra e ainda mais outra: é essa procura, essa busca que me dá o sal, o picante da vida e não a vida em si mesma... anos e anos vividos em intensa labuta e intenso prazer; vida que me presenteou e me multou... pagamos sempre um determinado preço por tudo o que nos é concedido e, acreditem, que nada nos é "dado" de borla; tudo tem de ser "pago"... existe apenas uma forma de enfrentar esse determinismo: é saber aceitar e continuar a caminhada... procuro encontrar as respostas que sei estão em algum lugar, provavelmente bem dentro de mim; mas a caminhada também é feita dentro e de dentro não podemos sair mas também não temos a obrigação de ficar... temos, então, de arriscar... de deambular... de escutar... de experimentar... de olhar... de tocar... de usar tudo o que somos na procura do que ainda não somos... caminho pelas ruas e ruelas das minhas ruas, dos meus cantos... passos curtos mas contínuos numa marcha cadenciada... comigo, ao lado, por vezes olhando para trás, vai o meu Black (o ser que mais invejo se inveja ter me é permitido), o simbolo da liberdade, o simbolo da amizade, o simbolo da fraternidade, o simbolo de todas as virtudes que seriam normal o ser humano possuir e apenas as vejo neste ser que me entende mais do que eu o entendo a ele; neste ser que mesmo com um olhito à Camões não deixa de sorrir para mim sempre que o chamo, sempre que o toco... infância passada (muito tempo) nas praias saudosas duma Foz antiga, do eléctrico "flechinha" como lhe chamavamos ao um que ia para Matosinhos, à ainda idêntica senhora da luz, às rochas com os mexilhões, ao passear até ao castelo do queijo e as idas a fugir até a um matosinhos de tascas e tasquinhas... a cerveja na cuf ali na Galiza... porto sentido da minha criança, da criança que ainda habita em mim e nunca deixará de existir... por isso, há sempre busca, há sempre a necessidade de entender... passear à beira rio é um bom passeio; o cheiro característico da ribeira... o passeio por massarelos, os pescadores debaixo da arrábida... por onde passeio eu?... pela vida, pela vida... tão doce e tão amarga... tão cheia e tão vazia... tão pura e tão impura... tão dual... e... tão única..."

09/04/2005

combóios


...para lá da velhinha e saudosa Ponte de D. Maria, a Ponte S. João... no seu dorso, o Alfa Pendular segue a sua viagem...

08/04/2005

receita

...republicação:
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"...Não penses que sabes tudo ou que sabes que podes tudo saber; nada se consegue saber apenas com a aprendizagem; é preciso buscar, é preciso viver, é preciso sentir, ser e estar; nada se consegue saber apenas com o olhar; é preciso ouvir, tocar, cheirar… Usa todos os meios ao teu alcance para que um lampejo de sabedoria surja perante ti, mesmo os meios que não possuis, ou seja, usando a sabedoria dos outros, daqueles que têm algo para te dizer, para te contar, para te oferecer. Depois, lança esse conhecimento no teu ser; cozinha-o com todos os ingredientes que possas arranjar, tenta um lume brando e usa teu instinto. O produto final será teu e de mais ninguém; foste tu que o obtiveste com o teu trabalho, com a tua busca, com o teu empenho e não só com o que te deram. Depois, prova esse produto e digere-o com prudência e com lentidão. Porém, sempre que possas, usa um pouco de loucura, dá-lhe um toque final, impõe-lhe a tua marca e oferece-o a quem o procura.
Não o retenhas pois de nada te serve guardado no sótão da tua memória. Areja-o e reparte-o com os outros. A seguir, procura novo saber. E repete o processo...."

06/04/2005

postar

...às vezes as páginas em branco assustam-nos e não sabemos o que escrever...
...um dia deram-me um livro que tinha algumas páginas em branco e pediram-me para lá deixar uma mensagem...
...assustei-me porque tinha espaço demais para escrever uma mensagem, mas escrevi...
...o que escrevi foi assim:
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"...Que dizer perante duas páginas em branco? Que dizer em frente do nada que me domina e me arrasta a escrita para duas páginas em branco... Dizer que sinto as palavras que me transportam para além da vontade de escrever... Para além da vontade de dizer o que sinto na presença de duas páginas em branco... Dizer que penso e não actuo ou que actuo e não penso... Dizer que procuro e não encontro a não ser duas páginas em branco... Mas elas se preenchem com as letras que me saiem lenta e pausadamente do meu ser e do meu estar perante estas duas páginas em branco... Que me dizem elas, sejam elas o que quer que sejam, senão que as duas páginas em branco estão a acabar... O espaço escasseia e o tempo passa e nada mais me sai da mente para escrever nestas duas páginas em branco... Um branco de luz, de paz, e de muito amor...Quim..."
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...e as duas páginas em branco deixaram de estar em branco...
...a escrita surgiu apenas na necessidade de encher o vazio...
...será que comunicamos por sentir que existe esse vazio?

04/04/2005

exprimir

"...teremos alguma vez na vida, um pouquinho de tempo que seja, para dizermos ao outro o que nos vai cá dentro?... Teremos alguma vez na vida, a coragem suficiente para ouvirmos do outro o que haja para ser ouvido?... Teremos alguma vez na vida, o saber profundo de não misturar o que queremos dizer e o que devemos ouvir?... Teremos alguma vez na vida o sentir do momento certo para no momento exacto estarmos perto (ou ainda que distante) e sabermos que não dizer é o mesmo que gritar?... Não sei!... Questiono-me imensas vezes sobre a possibilidade de estar certo e não o saber ou de o saber e não estar certo o que penso que sei... Indago a mim mesmo se o que sinto deve ser dito ou se deve ser guardado no infinito... Pergunto-me se quero ou se não quero, se devo ou se não devo... É então, nesses momentos de angústia, que decido o que fazer da minha vida (será que ela me pertence?...): Tomo a decisão de escolher... E assumir a minha escolha e aceitar as consequências e sorrir ao advir sem constrangimentos nem sentimentos de culpa... afinal, nada me consegue fazer parar porque cada vez mais tenho a certeza que o caminho é somente aquele que nos permite amar... é por aí que eu irei..."

03/04/2005

encontro


...foi aqui que se encontraram cerca de 45 bloguistas para em conjunto festejarem o aniversário da Pandora`s Box... cada vez mais, a empatia é maior e o sentimento de amizade se fortalece entre pessoas "fechadas" no mundo do seu blog num espírito aberto aos afectos... mais uma vez gostei de estar com todos vós; mais uma vez senti que as palavras que trocamos uns com os outros nos comentários e por outras formas neste mundo virtual, mais não são do que uma única realidade, a realidade de que a amizade ainda é um sentimento muito forte... vos amo a todos...

02/04/2005

jantar

...de bloguistas hoje, em Lisboa, em honra da Pandora... aí vou eu também... o problema é se me aparece pelo caminho algum Capuchinho Vermelho; não responderei por mim...

01/04/2005

coexistência


...um conceito de amizade que às vezes nem o Homem consegue...
(...e lá por ser o dia das mentiras, esta não é uma foto-montagem)